Nossa relação já não era mais a mesma. Subiu num patamar, calçou-se de saltos e me tomava por seu eterno aprendiz; sufocava meu direito de opinião, de criação, minhas atitudes, minha música e, senão com palavras diretas, outras indiretas, joguinhos de manipulação e intrigas, nos afastamos gradativa e irremediavelmente até o estopim da coisa, só não viu quem não quis!
Tive meus motivos que não sei se têm semelhança com os dos outros, mas os tive e mantive, mantenho o voto que massagearia meu ego, ratificaria meus princípios, asseguraria, sob minha ótica, a continuidade e o desenvolvimento do nosso empreendimento que, confesso, tive medo de ver chegar ao fim.
Ouvi de arrependimentos e súplicas a uma 2º ou 3º ou, sei lá quanta chance já houve, mas que não me comoveram a ponto de me fazerem retroagir, e utilizo dois ditos populares pra simplificar a minha afirmação e elucidar esses motivos bem diretamente:
1º- Quem bate esquece mesmo (ainda a minha cara é toda marcada de tanto oferecer o outro lado)
2º- A gente só colhe o que planta (sem comentários)
Continuo embasado na coerência e nos ensinamentos que recebi ao longo da minha vida e que acredito terem me feito um homem de bem que erra, assume seus erros e faz questão de pagar por eles.
Por isso, “meu Deus”, peço luz e direção...
...Em nome do pai, do filho...
Setembro de 2006

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