quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tudo que eu queria dizer!

Dia 31 de dezembro será o último dia do ano... depois da meia noite virá o Ano Novo! O engraçado é que, teoricamente, continua tudo igual: Ainda seremos os mesmos, ainda teremos os mesmos amigos, ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida, ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano. A diferença, a sutil diferença, é que quando os relógios nos avisarem que é meia-noite do dia 31 de dezembro, teremos um ano in-tei-ri-nho pela frente, um ano novinho em folha, como uma página de papel em branco esperando pelo que iremos escrever; um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé; um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos... 365 dias para fazermos aquilo que quisermos ou para deixarmos que façam o que quiserem conosco. Sempre há uma escolha. 

Para cantarmos aquilo que quisermos; 
Amarmos mais, abraçarmo-nos bem apertado; dormirmos com os anjos e deixarmo-nos ser protegidos por eles.

Agradecer por estarmos vivos porque em cada novo dia temos sempre mais uma chance para recomeçar, refazer, retomar, consertar... Viver! 

Agradecer por poder realizar nossas escolhas, certas ou não elas são nossas, não estão abertas, assim como suas consequências, questioná-las ou compartilhá-las é para quem permitirmos. 

Aceitarmos os anjos que nos aparecem, são raros, mas estão por aí, por aqui, percebê-los pode parecer impossível, até inconsciente, é quando vem aquela sensação que a gente sente que, apesar de tudo, existe algo divino interferindo neste mundo, existe um "muito feio" espalhado, mas não caberia aquela sensação de alívio, de dever cumprido, de ter feito a escolha certa, de ter realizado ou de ter presenciado a beleza em algum ponto dessa passagem, se não tivesse uma centelha divina por ai.

Então, àqueles que me permitiram, me deixaram participar, que dentre suas escolhas me incluíram um pouquinho, muito obrigado, também foram da minha vida e das minhas histórias. 

Desejo muita energia e certeza de renovação, e que o novo seja um ano bem mais feliz, amoroso, próspero e com muita saúde para todos NÓS. 

Obs.: Esta mensagem é encaminhada, não é minha, gostaria que fosse: "Certas canções que ouço cabem tão dentro de mim que perguntar carece: Por que não fui eu que fiz? (...)". Enfim, só dei uma pequena contribuição consertando, pontuando e acrescentando algumas coisinhas que têm mais a ver comigo, mas a intensão, o pensamento e o sentimento são os mesmos, ok? 

Beijo carinhoso em todos... 
Kako Tovar
2009

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Acorda Alice

Alice está cansada, sonhando acordada, chorando escondida; 
trabalha noites e noites à realidade do que sabe e gosta sem prejudicar a ninguém, a não ser a si própria...Vivendo e sentindo cravar-se em sua carne o preconceito e as conseqüências, acostumada a ser maldita, mal vista 
e maluca, sonhando acordada, chorando escondida.Alice pensou em várias saídas possíveis e imagináveis, mas mesmo num lugar maravilhoso de malandragens e utopias onde nem tudo é lindo e nem tudo é feio, já cansou de tentar fugir pra se esconder do seu pavor.
Escreve cartas, historinhas, fantasias, aventuras, romances... Acredita e insiste, mas se vê humilhada, diminuída, desrespeitada e, ainda apaixonada, apesar dos pesares, permanece chorando escondida, sonhando acordada...
Pensa agora que não ama mais nada ou se ama não mais fala, não entrega e até repele o próprio peito, condena a própria alma; evita as possibilidades porque condicionada, teme por todos os amores que se voltaram contra ela.
Continua, permanece à luta por tão forte e confiante, ainda, e com uma humildade característica e bondade intrigante, tem a hombridade de, ainda, sempre tentar outra vez.
Por onde andará Alice?

21 de abril de 2001

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Kako

Eu sou o "Kako", gosto muito!
Muitos me chamam "Tio Kako", também gosto muito! Já fui o "Cláudio",  mas parece que só me chama assim quem quer falar muito sério, até mesmo brigar comigo, não gosto muito;
O "Cláudio Tovar" quando pensei que podia porque queria ser "artista" (veja só!), mas esse é outro cara, um fera, artista de verdade... O "Kako Tovar" é "arteiro"! O "Claudinho" é diminutivo, mas carinhoso,
está valendo; Outros me chamam "Kakinho", "Cacau", "Kaká"... Tá tudo valendo, no fim das contas sou todos esses caras mesmo, mais "um cara capixaba de meia noite e tantas...".

Musica and "Me"


Ela consegue tirar-me do sério;
Espremer meus poros, levantar meus cabelos;
Arrancar-me lagrimas de emoção;
Faz-me suspirar, ficar pequenininho, com vergonha, corado;
Torcendo pra que ninguém me pegue assim exposto a tão pouco como tão pouco me faz. 
Ela... Isso é dela, só dela.
Ela me contradiz, faz-me sentir tão grande porque amo e porque faço, penso que faço, pretenso, e faço tão pouco porque ela é tão grande e ainda tão bela!
É feminina essa menina... 
Tão bonita, como elas, é ela também...
É a música tudo que faço e que tenho, à noite, de dia, em todo lugar e em tudo que há!
Ainda me vou daqui sem nada, ela que fique de mim...
Ela, só ela... 
Esse pouquinho do tudo que eu fiz!

05 Dezembro 2004

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Navegação... Viajem!

 
Estou num momento de pausa. 
Ponto pra reflexão! 
Me imagino um baquinho ancorado no porto, 
parado, sem navegação! 
Me imagino à tarde, na praia, 
sentado na areia; 
Pensando na vida, desejando nada; 
Cansado de perder, cansado de ganhar... 
Ansioso por ver chegar, louco pra tudo acabar... 
Me questiono dos conceitos que concluí: 
O certo, o errado; O perdão e o pecado; 
Tudo que gosto ou o que ainda não! 
Tudo que já fiz e se ainda vou fazer; 
Se ainda vou tornar, se ainda vou querer... 
Me questiono dos conflitos, 
tantas guerras, tantos gritos... 
Por que existem os desencontros? 
Monstros? Aberrações? 
Se estamos aí pro que der e vier; 
Se era homem, agora é mulher; 
Se era anjo, hoje é tentação; 
Pode-se sim? Pode-se não? 
E depois, onde estaremos nós? 
30 Outubro 1999

Fim do filme!


Às vezes o filme é tão bom que quando termina a gente sente uma pena, queria que ainda tivesse um pouquinho, um adicional de cenas que falharam, qualquer coisa que remetesse àquele sentimento bom que rolou durante toda a exibição... Entende? 
Esse filme que acabou agora me deixou aliviado! Durante muito tempo, muito mesmo, eu vivi dentro de uma redoma de dúvida, mas muito além da dúvida existia a esperança de que o sentimento falasse mais alto do que qualquer vício, que mesmo tentado por causa do vício, motivos indiferentes à nossa própria vontade, talvez a dor da possível conseqüência, fossem suficiente pra evitar o dano... Insisti nessa teoria baseado simplesmente no fato de que comigo sempre foi assim, que mesmo com todas as oportunidades que  já tive para “me dar bem”, existiu também um “BIT” diferente do meu coração que me fazia desviar do vacilo, e não que eu já não tenha vacilado, mas jamais sem me arrepender e pelo menos tentar me redimir. Não me sinto diminuído, lesado, roubado, apesar de ter sido mesmo e durante muito tempo, anos, não é essa a minha tristeza, talvez eu seja o maior culpado por não querido ver, por ter me esquivado tanto de ter que tomar uma atitude, mas nenhum dinheiro é capaz de comprar o que realmente perdi... Perdemos!O que me consola é a consciência de ter feito direitinho a minha parte, sabendo inconscientemente usar a tal balança de Deus...
Apesar da tristeza, da pena, do rompimento, o que eu sinto de melhor: Alívio!  
Fim do filme.
29 de abril de 2009

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um Cara Capixaba

Eu sou um caracapixaba
de meia noite e tanta,
que abre a boca pra falar e canta!
Eu sou um cara brasileiro,
latino-americano, 
que curte samba, pop, 
rock e Caetano... 
Eu sou anônimo, 
me chamo antônimo 
do que houver contrário a mim! 
Assovio e chupo cana; 
Sou fã do Herbert Vianna; 
Vivo à noite e tiro onda de bacana! 
Eu vou às festas na cidade e dou minhas canjas; 
Eu toco os “Blues da Piedade”, nego manja! 
Só chego em casa de manhã 
mascando bala de hortelã; 
E vou dormir cantarolando Djavan... 
 22 Julho 2002

Boogie-Woogie!

Incoerência vira comunicação,
Intolerância “toca” ruga de expressão. 
Ninguém precisa tolerar ninguém, 
é só fazer o que já faz porque faz bem. 
Pouco juízo, alguma postura; 
Um bocado de malícia e muito jogo de cintura; 
Bota peso na balança que o troço balança mas não cai. 
Mas o vento vem soprando e o barquinho vai e vai; 
Vai me levando, levando todo mundo junto: 
Kako mais magrelo; 
Beto Bala meio gordo; 
Giorginho mais careca; 
Marcel menos cabeludo; 
Romero mais frentista; 
Pedro Jorge mais artista; 
Luciana mais “Idalina”; 
Marcio Vianna mais vitamina. 
Anderson Bruno mais adrenalina; 
Júlia Gabriela mais dançarina... 
Pessoas comuns e divergentes, diferentes. 
De repente é a "BlackSete": "The Commitments".
E onde é que isso tudo vai parar? 
Como no filme, cada um em algum lugar? 
Cada um em lugar algum?
E aí, cada um é um? 
Um por todos e todos por um? 
Estaria toda certa a coisa errada? 
Estará a coisa errada toda certa? 
Estaria dando certo a tudo errado? 
Estaremos nós até rodar o disco? 
E já me diziam lá atrás: 
Boogie-Woogie-Woogie! 
Junho de 2003 
Atualização: Janeiro 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pr’além Mar

Eu quis assim por um momento; 
Se me permites, 
dentro do meu pensamento há uma canção daqui de dentro pra dentro do teu coração!
E não me questione a razão, aconteceu dentro do meu uma breve mas única e tua, só tua: Música, texto, 
voz e violão.
Eu posso ser assim por ti: 
Eu daqui, tu daí, por quê não?
Pode parecer pequenininho, 
pode não fazer sentido algum;
Vem da doçura do que me diriges sem austeridade; 
sem maldade, sem qualquer tom;
Bate comigo, me faz bem, é muito bom.
Aí, vai que o sopro do vento carrega consigo este lamento;
Vai que o som disso que eu canto viaja na asa do vento;
Vai que a tempestade abranda e a ventania suaviza...
...leva além mar esta poesia pra”Marisa”.
Que chegue hoje, que chegue amanhã...
...que chegue depois de amanhã,
Deixa a guria ciente que longe, bem longe, ela tem um fã.
Ela tem um beijo, chegue amanhã...
...Beijo!
20 setembro de 2005