sábado, 30 de junho de 2012

Mãe Velha


E, de repente,  
uma porrada forte para,
para, para, para tudo;
um balanço na estrutura 
da vida que se levou.
As interrupções nas relações
cessaram todos os sorrisos
que se pôde ver nas fotos
tanto tempo depois...
...Depois de ver as lágrimas
no peito do homem da morte,
eu vi, também, que pedras
bem pesadas se deixam rolar.
E é pior que 
tanto mais perdeu quem fica
que quem se deixou levar.
Ah! minha mãe,
velha mãe de todos,
mãe de bem com quem chorar,
mãe que chora o tempo todo
enquanto o tempo não passar.

Letra e Música: Kako Tovar - Março 1998
Gravação: 2002 
Arranjos e Produção: Kako Tovar
Voz principal: Gabriel Vermont
Backings: Sara dos Santos e Idalina Dornelas
Violão e Teclados: Kako Tovar
Baixo: Chris Munhão
Percussão: Evandro Oliveira
Bateria: Bernardo Tovar

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Como um Nó!


Está quase na hora dele chegar!
Eu, comigo, torcendo pro tempo logo passar.
Ele vem de carruagem  ao castelo me pegar
e nós, juntos, vamos namorar...
Estou só no caminho, ansioso por chegar;
Imagino ela esperando, vindo logo me beijar.
Ela vem num vestidinho branco, 
um beijo com batom;
Quando juntos fica tudo muito bom!
Ele chega me abraçando, 
me falando de beleza,
me fazendo mil carinhos, 
me chamando de princesa...
Ele entrou na minha vida 
como fosse o coração
e me ama feito um furacão...
Uma flor no cabelo, um perfume no meu ar;
Ela é parte do meu corpo, ninguém pode separar!
Ela entrou na minha vida e faz parte do meu ser...
...Eu, sem ela, já não posso mais viver.
À noite ele vai pra casa prometendo voltar já.
Ela fica me esperando com um sorriso no olhar.
No meu sonho ele aparece me cantando uma canção.
Ela é dona do meu coração.
Fomos feitos um pro outro
Eu nasci pra ela/ele me amar;
Eu te amo!
Eu te adoro!
Ela é lua.
Ele é mar.
Somos juntos, abraçados,  apertados “como um nó”.
Duas vidas num destino só.

Obs: Fiz esta música em 18 de Abril de 1994 a pedido de uma grande amiga daquele tempo, só pra brincar, pra que cantássemos juntos, o nome dela é Fernanda e, se não me engano, um dos sobrenomes é Alves (Fernanda Alves). Gravamos naquele mesmo ano somente com as vozes, minha e dela, e violão. Eu apenas tinha esta gravação em fita K7. Em julho de 2012, dezoito anos depois, outra grande amiga (Luciana Palhano) perguntou se eu ainda tinha esta gravação, daí veio a ideia de brincar com isso, recuperar e remontar com brincadeira, graças aos recursos que temos hoje, em cima daquele mesmo áudio de voz e violão, enfim, está aí. Obs2: Eu não tenho mais contato com a Fernanda desde que terminamos o segundo grau e eu saí de Vila Velha.

Letra e Música: Kako Tovar - 18 Abril 1994
Vozes: Kako Tovar e Fernanda (1994)
Violão: Kako Tovar (1994)
Bateria, Baixo e Guitarra: Kako Tovar (2012)