quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Acorda Alice

Alice está cansada, sonhando acordada, chorando escondida; 
trabalha noites e noites à realidade do que sabe e gosta sem prejudicar a ninguém, a não ser a si própria...Vivendo e sentindo cravar-se em sua carne o preconceito e as conseqüências, acostumada a ser maldita, mal vista 
e maluca, sonhando acordada, chorando escondida.Alice pensou em várias saídas possíveis e imagináveis, mas mesmo num lugar maravilhoso de malandragens e utopias onde nem tudo é lindo e nem tudo é feio, já cansou de tentar fugir pra se esconder do seu pavor.
Escreve cartas, historinhas, fantasias, aventuras, romances... Acredita e insiste, mas se vê humilhada, diminuída, desrespeitada e, ainda apaixonada, apesar dos pesares, permanece chorando escondida, sonhando acordada...
Pensa agora que não ama mais nada ou se ama não mais fala, não entrega e até repele o próprio peito, condena a própria alma; evita as possibilidades porque condicionada, teme por todos os amores que se voltaram contra ela.
Continua, permanece à luta por tão forte e confiante, ainda, e com uma humildade característica e bondade intrigante, tem a hombridade de, ainda, sempre tentar outra vez.
Por onde andará Alice?

21 de abril de 2001

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Kako

Eu sou o "Kako", gosto muito!
Muitos me chamam "Tio Kako", também gosto muito! Já fui o "Cláudio",  mas parece que só me chama assim quem quer falar muito sério, até mesmo brigar comigo, não gosto muito;
O "Cláudio Tovar" quando pensei que podia porque queria ser "artista" (veja só!), mas esse é outro cara, um fera, artista de verdade... O "Kako Tovar" é "arteiro"! O "Claudinho" é diminutivo, mas carinhoso,
está valendo; Outros me chamam "Kakinho", "Cacau", "Kaká"... Tá tudo valendo, no fim das contas sou todos esses caras mesmo, mais "um cara capixaba de meia noite e tantas...".

Musica and "Me"


Ela consegue tirar-me do sério;
Espremer meus poros, levantar meus cabelos;
Arrancar-me lagrimas de emoção;
Faz-me suspirar, ficar pequenininho, com vergonha, corado;
Torcendo pra que ninguém me pegue assim exposto a tão pouco como tão pouco me faz. 
Ela... Isso é dela, só dela.
Ela me contradiz, faz-me sentir tão grande porque amo e porque faço, penso que faço, pretenso, e faço tão pouco porque ela é tão grande e ainda tão bela!
É feminina essa menina... 
Tão bonita, como elas, é ela também...
É a música tudo que faço e que tenho, à noite, de dia, em todo lugar e em tudo que há!
Ainda me vou daqui sem nada, ela que fique de mim...
Ela, só ela... 
Esse pouquinho do tudo que eu fiz!

05 Dezembro 2004