
Alice está cansada, sonhando acordada, chorando escondida;
Escreve cartas, historinhas, fantasias, aventuras, romances... Acredita e insiste, mas se vê humilhada, diminuída, desrespeitada e, ainda apaixonada, apesar dos pesares, permanece chorando escondida, sonhando acordada...
Pensa agora que não ama mais nada ou se ama não mais fala, não entrega e até repele o próprio peito, condena a própria alma; evita as possibilidades porque condicionada, teme por todos os amores que se voltaram contra ela.
Continua, permanece à luta por tão forte e confiante, ainda, e com uma humildade característica e bondade intrigante, tem a hombridade de, ainda, sempre tentar outra vez.
Por onde andará Alice?
21 de abril de 2001

