quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Navegação... Viajem!

 
Estou num momento de pausa. 
Ponto pra reflexão! 
Me imagino um baquinho ancorado no porto, 
parado, sem navegação! 
Me imagino à tarde, na praia, 
sentado na areia; 
Pensando na vida, desejando nada; 
Cansado de perder, cansado de ganhar... 
Ansioso por ver chegar, louco pra tudo acabar... 
Me questiono dos conceitos que concluí: 
O certo, o errado; O perdão e o pecado; 
Tudo que gosto ou o que ainda não! 
Tudo que já fiz e se ainda vou fazer; 
Se ainda vou tornar, se ainda vou querer... 
Me questiono dos conflitos, 
tantas guerras, tantos gritos... 
Por que existem os desencontros? 
Monstros? Aberrações? 
Se estamos aí pro que der e vier; 
Se era homem, agora é mulher; 
Se era anjo, hoje é tentação; 
Pode-se sim? Pode-se não? 
E depois, onde estaremos nós? 
30 Outubro 1999

Fim do filme!


Às vezes o filme é tão bom que quando termina a gente sente uma pena, queria que ainda tivesse um pouquinho, um adicional de cenas que falharam, qualquer coisa que remetesse àquele sentimento bom que rolou durante toda a exibição... Entende? 
Esse filme que acabou agora me deixou aliviado! Durante muito tempo, muito mesmo, eu vivi dentro de uma redoma de dúvida, mas muito além da dúvida existia a esperança de que o sentimento falasse mais alto do que qualquer vício, que mesmo tentado por causa do vício, motivos indiferentes à nossa própria vontade, talvez a dor da possível conseqüência, fossem suficiente pra evitar o dano... Insisti nessa teoria baseado simplesmente no fato de que comigo sempre foi assim, que mesmo com todas as oportunidades que  já tive para “me dar bem”, existiu também um “BIT” diferente do meu coração que me fazia desviar do vacilo, e não que eu já não tenha vacilado, mas jamais sem me arrepender e pelo menos tentar me redimir. Não me sinto diminuído, lesado, roubado, apesar de ter sido mesmo e durante muito tempo, anos, não é essa a minha tristeza, talvez eu seja o maior culpado por não querido ver, por ter me esquivado tanto de ter que tomar uma atitude, mas nenhum dinheiro é capaz de comprar o que realmente perdi... Perdemos!O que me consola é a consciência de ter feito direitinho a minha parte, sabendo inconscientemente usar a tal balança de Deus...
Apesar da tristeza, da pena, do rompimento, o que eu sinto de melhor: Alívio!  
Fim do filme.
29 de abril de 2009

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um Cara Capixaba

Eu sou um caracapixaba
de meia noite e tanta,
que abre a boca pra falar e canta!
Eu sou um cara brasileiro,
latino-americano, 
que curte samba, pop, 
rock e Caetano... 
Eu sou anônimo, 
me chamo antônimo 
do que houver contrário a mim! 
Assovio e chupo cana; 
Sou fã do Herbert Vianna; 
Vivo à noite e tiro onda de bacana! 
Eu vou às festas na cidade e dou minhas canjas; 
Eu toco os “Blues da Piedade”, nego manja! 
Só chego em casa de manhã 
mascando bala de hortelã; 
E vou dormir cantarolando Djavan... 
 22 Julho 2002

Boogie-Woogie!

Incoerência vira comunicação,
Intolerância “toca” ruga de expressão. 
Ninguém precisa tolerar ninguém, 
é só fazer o que já faz porque faz bem. 
Pouco juízo, alguma postura; 
Um bocado de malícia e muito jogo de cintura; 
Bota peso na balança que o troço balança mas não cai. 
Mas o vento vem soprando e o barquinho vai e vai; 
Vai me levando, levando todo mundo junto: 
Kako mais magrelo; 
Beto Bala meio gordo; 
Giorginho mais careca; 
Marcel menos cabeludo; 
Romero mais frentista; 
Pedro Jorge mais artista; 
Luciana mais “Idalina”; 
Marcio Vianna mais vitamina. 
Anderson Bruno mais adrenalina; 
Júlia Gabriela mais dançarina... 
Pessoas comuns e divergentes, diferentes. 
De repente é a "BlackSete": "The Commitments".
E onde é que isso tudo vai parar? 
Como no filme, cada um em algum lugar? 
Cada um em lugar algum?
E aí, cada um é um? 
Um por todos e todos por um? 
Estaria toda certa a coisa errada? 
Estará a coisa errada toda certa? 
Estaria dando certo a tudo errado? 
Estaremos nós até rodar o disco? 
E já me diziam lá atrás: 
Boogie-Woogie-Woogie! 
Junho de 2003 
Atualização: Janeiro 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pr’além Mar

Eu quis assim por um momento; 
Se me permites, 
dentro do meu pensamento há uma canção daqui de dentro pra dentro do teu coração!
E não me questione a razão, aconteceu dentro do meu uma breve mas única e tua, só tua: Música, texto, 
voz e violão.
Eu posso ser assim por ti: 
Eu daqui, tu daí, por quê não?
Pode parecer pequenininho, 
pode não fazer sentido algum;
Vem da doçura do que me diriges sem austeridade; 
sem maldade, sem qualquer tom;
Bate comigo, me faz bem, é muito bom.
Aí, vai que o sopro do vento carrega consigo este lamento;
Vai que o som disso que eu canto viaja na asa do vento;
Vai que a tempestade abranda e a ventania suaviza...
...leva além mar esta poesia pra”Marisa”.
Que chegue hoje, que chegue amanhã...
...que chegue depois de amanhã,
Deixa a guria ciente que longe, bem longe, ela tem um fã.
Ela tem um beijo, chegue amanhã...
...Beijo!
20 setembro de 2005