sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Como talvez sempre!

É fim de carnaval, é fim de muitas coisas. 
O que havia de presente ontem, hoje já é passado e o que já era passado tão presente!
Nada de saudade do presente, ninguém quer agouro às cores do carnaval, mas havia muita solidão, como talvez sempre. Presentes os meus amigos, uns mais novos, outros bem antigos, todos nós ficamos mais velhos, mais unidos e mais afastados, mas no carnaval não, quem é que quer os amigos afastados no carnaval? Talvez os casais, mas eu não!Pouco tempo pra descansar, quem é que quer saber de dormir no carnaval? Eu não, outros sim... Ninguém é igual a ninguém; cada um no seu cada um; antes só que mal acompanhado... Meu espírito ficou doente, mas, ainda bem, foi só no final. 
Eu não ia evitar nada, não precisei, meu instinto estava de folga e meu coração não estava vazio, era tudo tão diferente e tão familiar, meu corpo ficou quietinho.
Havia música o tempo todo e eu toquei e cantei tanto que até fiquei rouco; minha cabeça ficou ocupada trabalhando; quem é que quer saber de trabalho no carnaval? Eu queria. 
Que coisa, ninguém me ligou. Aliás ligaram sim, mas eu só vim saber quando voltei pra casa e pela secretária da telefônica porque desliguei o celular quando cheguei lá na praia e não esperei nada, ninguém tinha que me ligar mesmo e isso era bom, afinal quem é que quer notícia dos seus no carnaval? Eu não queria!  
O carnaval acabou e com ele toda esta ansiedade desgovernada de nada por nada nem pra ninguém e também, como talvez sempre, tudo acaba! 

Praia de Putirí, Fevereiro 2004.

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