O que havia de presente ontem, hoje já é passado e o que já era passado tão presente!
Nada de saudade do presente, ninguém quer agouro às cores do carnaval, mas havia muita solidão, como talvez sempre.
Eu não ia evitar nada, não precisei, meu instinto estava de folga e meu coração não estava vazio, era tudo tão diferente e tão familiar, meu corpo ficou quietinho.
Que coisa, ninguém me ligou. Aliás ligaram sim, mas eu só vim saber quando voltei pra casa e pela secretária da telefônica porque desliguei o celular quando cheguei lá na praia e não esperei nada, ninguém tinha que me ligar mesmo e isso era bom, afinal quem é que quer notícia dos seus no carnaval? Eu não queria!
O carnaval acabou e com ele toda esta ansiedade desgovernada de nada por nada nem pra ninguém e também, como talvez sempre, tudo acaba!
Praia de Putirí, Fevereiro 2004.

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