Assim como você se preocupa eu justifico, encaro, retruco, rebato, discuto... Enfim, opino de acordo com o meu conceito, conto minha história sob minha ótica, gosto disso: Conversar, insistir, o que não significa brigar e, coisa que ninguém vê, nunca viu porque não faço mesmo, é interferir na conduta das pessoas, já que gosto e caroço é cada um no seu pescoço: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!”. (Caetano Veloso)
De tudo mais, se alguma coisa pareceu fora de lugar, acredite, era eu e meu desgaste fisco de algumas noites de trabalho, a exaustão de um corpo franzino de quem pelo menos tenta.
“Dormi logo que cheguei em casa pensando em descer pra tomar um banho, mas não consegui, tinha tomado umas e outras, estava muito cansado então dormi logo porque o sono do fogo é devastador, mas muito curto, o suficiente pra me acordar duas horas depois ainda exausto e impossibilitado de voltar à ele... Levantei com fome, comi; tomei um dos calmantes da minha mãe; voltei logo à minha cama, li um livro do “Paulo Coelho” quase até o fim, o remédio fez efeito, fechei o livro e apaguei até o meio dia de hoje”.
Meu desacordo com as coisas da minha mãe é coisa que não passa mais de uma tentativa de três ou quatro palavras, já perdi muito tempo discutindo com ela, hoje em dia pondero com a maturidade que me comporta e, infelizmente, "acumulo no saco" até que ele estoure e espalhe no vento, nos outros, o que no contexto geral só fere a mim mesmo.
Costumo inventar coisas pra me distrair, sair, brincar, encontrar gente, cantar e tocar meu violão... Ultimamente não tem sido assim, ando meio indisposto; minha cabeça não está descansada e existem outros fatores que não me convém citar. Essa relação é de outra dimensão, o que de repente pode estar exigindo uma atenção que eu ainda não dimensionei e não acompanhei até porque não me preocupei com mais isso, mas posso dizer que de todos os meus conflitos esse não me incomoda, meus sentidos não rejeitam, ao contrário, aceitam, me pedem que você apareça; de todas as minhas confusões, porque eu sou mesmo extremamente confuso, ainda nos entendemos muito bem, nosso encontro me acalma, me renova e me estimula a pensar que posso dizer o que penso, porque penso que vai realmente entender ou então não vai me dizer nada e já me conforta pensar que apenas ouviu.
Não vou me repetir, falar novamente dos meus medos e receios de me estender porque vai ser enjoativo, justificativo, sei lá, talvez eu esteja mesmo querendo justificar ou discutir ou conversar, quem sabe? Vai encarar?
Também dentre discussões, explicações, justificativas e outras conversas aleatórias, não tenho intenção de diminuir, ser pejorativo, causar intrigas e brigar, é debate, exposição de idéias e opiniões. O mundo tende a fazer de uma conversa de botequim uma guerra, mas eu quero, tento, gostaria de pensar que sou ou que posso ser sempre um apaziguador do nosso mundo!
Março 2006

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