terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Acustico’s

De todas as belas que iam
àquela viela era ela a mais bela que já apareceu por lá. No pagode do Domingo todo mundo se divertia, ia junto a moçada toda antes, pra esperar ela chegar. 
Quando ela dançava que a blusinha balançava, nossa, todo mundo parava pra olhar e pra babar. 
Quando a gente sentava em roda tomando uma, eu ia pra perto dela... Só pra vigiar, só pra vigiar. 
Quando ela saía por qualquer motivo: Banheiro, bebida, pra falar com alguém, dava sentido pro “roque” aquele rebolado, aquele balançado, aquele vai e vem... (sacou?)
Quando a gente se aproximou eu queria chegar perto, dar só um cheirinho, dar só um beijinho, depois acabou... 
Aí a gente foi se envolvendo, se vendo, gostando, ela me laçou! 
Meu coração veio enchendo, enchendo, eu só percebi quando transbordou. Aí já era tarde e eu sofri pra caramba, perdi pra caramba quando o namoro terminou.
 Das seqüelas daquela menina, das mais belas, das mais lindas que eu já conheci, sobrei eu, o poeta de agora, noutro boteco, noutra mesinha, lembrando sozinho muito tempo depois... 
...Nunca mais a vi; Nunca mais “vigiei” ninguém. Pode ser que ainda a gente se encontre noutro dia, noutro canto, pra ela lembrar também. Nunca mais senti nada igual e ainda estou aqui ficando mais velho, ficando mais, só ficando e só! 

Para Olga Spessimille
25 junho 2003

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